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Primeiro seminário do Observatório de Pesquisas debate segurança pública

Observatório de Pesquisas Felippe de Miranda Rosa recebeu jornalista Bruno Paes Manso para falar sobre segurança pública em seu primeiro seminário Como o crime organizado se iniciou e se estruturou no Estado Brasileiro? O que o governo pode fazer para frear o seu crescimento? Essas e outras perguntas sobre segurança pública foram respondidas na abertura do 1º seminário do Observatório de Pesquisas Felippe de Miranda Rosa (OPFMR), realizado nesta segunda-feira, dia 30 de março, no Espaço Cultura na Justiça. Promovido pelo Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ), o evento foi pidido em duas etapas. A primeira teve por objetivo refletir sobre proteção social. Já na segunda, foram apresentadas pesquisas desenvolvidas pelos núcleos do Observatório.  “Ao contrário da área da Justiça, o meu propósito não é saber quem é o culpado ou o inocente”, disse o jornalista investigativo e professor Bruno Paes Manso durante a palestra “Crime, facções e milícias: 30 anos de mudanças”. “Meu objetivo é saber por que o crime ocorreu, o que está por trás dele. Ao longo de três décadas de estudo, fui descobrindo como grupos armados rivais se uniram, inicialmente, contra o Estado. Porém, agora, estão entre o Estado para expandir o domínio comercial”.  Autor dos livros “A República das Milícias”, “A Guerra” e “A Fé e o Fuzil”, Bruno Manso explicou a escalada das milícias no Rio de Janeiro desde 1960 e como a criminalidade se transformou à medida que a tecnologia avançou.  O desembargador José Muiños Piñeiro Filho mediou a conversa, explicando sobre as tipificações de associações criminosa reconhecidas no Código Penal desde o século XX e a nova Lei Antifacção (15.358/2026), sancionada recentemente pelo Governo Federal, que aumenta penas de reclusão e cria mecanismos para o confisco de recursos financeiros de líderes de facção.   Núcleos de Pesquisa  A segunda parte do seminário foi dedicada a apresentar os resultados obtidos a partir das pesquisas dos núcleos I. História e Humanidades, II. Meio Ambiente e Clima, III. Sociologia das Instituições, IV. Antropologia Social, V. Psicanálise no século XXI, VI. Cultura e Arte e VII. Responsabilidade e Impacto Social da Tecnologia da Informação - pertencentes ao Observatório Felippe de Miranda Rosa.  A presidente do CCPJ, desembargadora Cristina Tereza Gaulia, explicou a metodologia aplicada nos estudos. “As pesquisas não são relacionadas com o Direito propriamente dito, mas estão relacionadas com o sistema de Justiça. Nós buscamos entender melhor o que fazemos bem e o que não fazemos tão bem a partir de um olhar das Ciências Sociais, da Sociologia, da História e de outras ciências correlatas”, disse.  De acordo com o diretor do Observatório de Pesquisas Felippe de Miranda Rosa, Luã Jung, a finalidade do OPFMR é ampliar o campo do Judiciário. “O Observatório vem desenvolvendo as suas atividades desde o ano passado. A ideia dele, como um todo, é expandir os horizontes do Poder Judiciário fluminense para abordagens que nem sempre são tão comuns do dia a dia e nos discursos jurídicos, interligando Direito e estudos de humanidades”.  Os estudos dos núcleos de pesquisa foram apresentados pelos magistrados Elton Leme, Cristina Gaulia, Wagner Cinelli, André Nicolitt, Humberto Dalla, Andréa Pachá e Daniela Bandeira.  KB / MG Foto: Felipe Cavalcanti/TJRJ 
30/03/2026 (00:00)
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