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Cobrado por "faxina" na herança de Castro, Ricardo Couto discute "plenos poderes" com Fachin

Fachin pressiona Ricardo Couto a governar o Rio de Janeiro com plenos poderes O governador interino do RJ, Ricardo Couto, está sendo cobrado a ter atitudes mais ativas em relação à herança maldita que assumiu. Durante o debate sobre eleições no Rio, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, ressaltou que o desembargador deve governar com plenos poderes até a decisão final da corte. Ricardo Couto está sendo pressionado a auditar contratos deixados pelo governo Cláudio Castro (PL), resolver problemas como inchaço da máquina publica com objetivo de acomodar cabos eleitorais, e aumentar o nível do transparência dos gastos públicos. A prioridade é uma questão que virou piada: a secretaria de Representação Política do Rio, que é chamada em Brasília de República de Sergipe. Até pouco tempo, a pasta era comandada pelo ex-deputado André Moura , que vai disputar uma vaga a senador por Sergipe. O orçamento da pasta beira os R$ 30 milhões anuais e, segundo a oposição, cuidava mais dos interesses eleitorais de Moura do que das questões do RJ. Há, ainda, uma visão de parte do mundo político e jurídico, que é dever do governador mexer na máquina deixada por Castro, até mesmo por coerência com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral. O ex-governador foi cassado justamente por usar a máquina para fraudar as eleições de 2022. Achar que o empreguismo para acomodar cabos eleitorais se restringe ao Ceperj (foco da denúncia de abuso de poder econômico na eleição ) seria ingenuidade, alertam assessores. Toda a máquina estaria contaminada. Ricardo Couto se reúne nesta sexta-feira (10) com o ministro Fachin. Um dos temas será os "plenos poderes". 1 de 1 Desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ — Foto: Reprodução/TV Globo
10/04/2026 (00:00)
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